
Há
coisas que eu não percebo. Parece-me contraditório que
um ateu se sinta tão incomodado com as medidas tomadas pela Igreja que se dê ao trabalho de
falar nisso, que deseje a extinção de uma religião na qual não acredita. Não seria muito mais natural que não se sentisse incomodado, que não se desse ao trabalho e que não desejasse a extinção de uma religião na qual não acredita? É que ao fim e ao cabo as medidas tomadas pela Igreja implicam apenas os crentes, porque é que um ateu que nunca meteu os pés numa igreja sente necessidade de sentenciar sobre o que lá se pratica? Alguém me consegue explicar a que se deve tamanho ressabiamento?
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